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Cães idosos e a disfunção cognitiva: como identificar e cuidar do seu pet na terceira idade

setembro 24, 2025

Cão sênior apresentando sinais de disfunção cognitiva

À medida que os cães envelhecem, não apenas o corpo apresenta sinais do tempo, mas também a mente pode sofrer alterações significativas. A chamada disfunção cognitiva canina (DCC) é comparada ao Alzheimer em humanos e afeta especialmente cães idosos. Reconhecer os sintomas precocemente e adotar cuidados adequados é essencial para preservar a qualidade de vida e o bem-estar dos nossos companheiros de quatro patas.

O que é a disfunção cognitiva em cães?

A disfunção cognitiva é um distúrbio neurológico progressivo que provoca alterações no comportamento, memória e capacidade de aprendizado dos cães. Embora seja comum em pets acima de 10 anos, muitos tutores confundem os sinais com “velhice natural”, o que pode atrasar o diagnóstico.

Sintomas mais comuns

Entre os sinais de que um cão idoso pode estar enfrentando disfunção cognitiva, destacam-se:

  • Desorientação — o cão parece perdido em locais familiares, fica olhando fixamente para paredes ou cantos.
  • Alterações no ciclo de sono — passa a dormir mais durante o dia e a vagar à noite.
  • Dificuldade em reconhecer pessoas da família ou outros animais da casa.
  • Perda de hábitos aprendidos, como fazer as necessidades no lugar correto.
  • Diminuição da interação social, preferindo ficar isolado.
  • Ansiedade, vocalizações excessivas ou apatia sem motivo aparente.

Causas e fatores de risco

O principal fator associado à disfunção cognitiva é o envelhecimento do cérebro. Com a idade, ocorre a degeneração de neurônios e redução da produção de neurotransmissores. Além disso, alguns fatores aumentam o risco:

  • Predisposição genética em determinadas raças.
  • Doenças crônicas, como problemas renais ou cardíacos.
  • Histórico de traumas cranianos ou neurológicos.
  • Sedentarismo e falta de estímulo mental ao longo da vida.

Como diagnosticar

O diagnóstico deve ser realizado por um médico-veterinário, que avaliará o histórico clínico, os sinais comportamentais e poderá solicitar exames complementares para descartar outras doenças (como tumores ou alterações metabólicas). Não existe um único exame específico para a DCC, por isso a observação do tutor é fundamental para ajudar no processo.

Cuidados e estratégias para melhorar a qualidade de vida

Embora não exista cura para a disfunção cognitiva, diversos cuidados podem amenizar os sintomas e proporcionar mais conforto:

  • Ambiente adaptado: evitar mudanças bruscas na disposição dos móveis e manter uma rotina previsível para reduzir a ansiedade.
  • Alimentação adequada: rações específicas para cães idosos, enriquecidas com antioxidantes, ácidos graxos ômega-3 e vitaminas que protegem as funções cerebrais.
  • Exercícios físicos leves: caminhadas curtas, brincadeiras simples e atividades que respeitem os limites do cão.
  • Estimulação mental: brinquedos interativos, treino com comandos básicos e introdução de novas experiências de forma gradual.
  • Tratamento veterinário: uso de medicações ou suplementos indicados para melhorar a circulação cerebral e reduzir a progressão dos sintomas.
  • Carinho e paciência: o apoio emocional do tutor é indispensável, garantindo segurança e vínculo afetivo.

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Diferença entre envelhecimento normal e disfunção cognitiva

É natural que cães idosos fiquem mais lentos ou durmam mais. No entanto, quando há perda acentuada de memória, desorientação frequente e mudanças marcantes de comportamento, é provável que haja algo além do envelhecimento. Saber distinguir esses sinais é fundamental para oferecer o tratamento correto.

Prevenção e bem-estar

Embora não seja possível impedir totalmente a DCC, algumas práticas podem retardar seu avanço:

  • Manter o pet ativo física e mentalmente desde a juventude.
  • Oferecer dieta rica em nutrientes que favoreçam a saúde cerebral.
  • Proporcionar interações sociais e momentos de lazer diariamente.
  • Realizar check-ups veterinários regulares, mesmo na ausência de sintomas.

Veja detalhes neste conteúdo: https://latidologico.me/principais-doencas-que-afetam-caes-idosos-sinais-prevencao-e-cuidados-essenciais/

Conclusão

A disfunção cognitiva em cães idosos é um desafio que exige atenção, paciência e cuidados constantes. Quanto antes os sinais forem reconhecidos, maiores são as chances de proporcionar uma vida mais saudável e digna ao pet. Com adaptações simples no ambiente, estímulo mental adequado, boa alimentação e acompanhamento veterinário, é possível retardar o avanço da doença e garantir bem-estar ao longo da terceira idade.

Veja também o artigo sobre alimentação natural ou ração para cães idosos :https://latidologico.me/alimentacao-natural-ou-racao-para-caes-idosos/

No Latido Lógico, acreditamos que cada gesto de cuidado — seja um passeio tranquilo, um suplemento adequado ou um novo estímulo mental — contribui para manter viva a conexão especial entre tutor e pet. Cuidar de um cão idoso é mais do que enfrentar os desafios da idade: é honrar a história e afeto compartilhados ao longo de uma vida.

Cão idoso demostrando sinais de desorientação cognitiva